quarta-feira, 28 de agosto de 2013

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Vamos colocar a " mão na massa"!
 
 
A esta altura todos já devem  ter iniciado ( ou até terminado)a leitura do livro selecionado para o bimestre.
Nossa primeira tarefa será fazer um registro sobre as primeiras impressões do texto. Neste momento não iremos separar as postagens. Todos responderão num mesmo tópico ( seu comentário deve ter de cinco a dez linhas).
 Faça uma crítica ao que você leu até o momento ( tema, forma de escrever, narrativa, descrição das personagens, entre outros). Lembre-se que é preciso argumentar para criticar ( uma crítica pode ter cunho negativo ou positivo), mas é preciso que sua colocação seja fundamentada.
 
 
 
 
 Fiquem atentos  com a ortografia e pontuação.
                           Coloquem o título do livro, e identifiquem-se (nome e a turma).
                                                          Serão avaliadas as postagens realizadas até dia  24/08.
 
 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

TEXTOS PARA O BIMESTRE...............

Alguns textos seguem a ortografia antiga, por isso aparecem com trema a acentuação diferenciada.



Texto  I
O pensamento ecológico: da Ecologia Natural ao Ecologismo

                Para entender o desenvolvimento do pensamento ecológico e a maneira como ele chegou ao seu atual nível de abrangência, é necessário partir da constatação de que o campo da Ecologia não é um bloco homogêneo e compacto de pensamento. Não é homogêneo porque nele vamos encontrar os mais variados pontos de vista e posições políticas, e não é compacto porque em seu interior existem diferentes áreas de pensamento, dotadas de certa autonomia e voltadas para objetos e preocupações específicas. Podemos dizer que, a grosso modo, existem no atual quadro do pensamento ecológico pelo menos quatro grandes áreas, que poderíamos denominar Ecologia Natural, Ecologia Social, Conservacionismo e Ecologismo. As duas primeiras de caráter mais teórico-científico e as duas últimas voltadas para objetivos mais práticos de atuação social. Essas áreas, cuja existência distinta nem sempre é percebida com suficiente clareza, foram surgindo de maneira informal na medida em que a reflexão ecológica se desenvolvia historicamente, expandindo seu campo de alcance.
                 A Ecologia Natural, que foi a primeira a surgir, é a área do pensamento ecológico que se dedica a estudar o funcionamento dos sistemas naturais (florestas, oceanos etc.), procurando entender as leis que regem a dinâmica de vida da natureza. Para estudar essa dinâmica de vida da natureza, a Ecologia Natural, apesar de estar ligada principalmente ao campo da Biologia, se vale de elementos de várias ciências como a Química, a Física, a Geologia etc. A Ecologia Social, por outro lado, nasceu a partir do momento em que a reflexão ecológica deixou de se ocupar do estudo do mundo natural para abarcar também os múltiplos aspectos da relação entre os homens e o meio ambiente, especialmente a forma pela qual a ação humana costuma incidir destrutivamente sobre a natureza. Essa área do pensamento ecológico, portanto, se aproxima mais intimamente do campo das ciências sociais e humanas.
                A terceira grande área do pensamento ecológico - o Conservacionismo - nasceu justamente da percepção da destrutividade ambiental da ação humana. Ela é de natureza mais prática e engloba o conjunto das idéias e estratégias da ação voltadas para a luta a favor da conservação da natureza e da preservação dos recursos naturais. Esse tipo de preocupação deu origem aos inúmeros grupos e entidades que formam o amplo movimento existente hoje em dia em defesa do ambiente natural. Por fim, temos o fenômeno ainda recente, mas cada vez mais importante, do surgimento de uma nova era do pensamento ecológico, denominada
                 Ecologismo, que vem se constituindo como um projeto político de transformação social, calcado em princípios ecológicos e no ideal de uma sociedade não opressiva e comunitária.
A idéia central  do Ecologismo é de que a resolução da atual crise ecológica não poderá ser concretizada apenas com medidas parciais de conservação ambiental, mas sim através de uma ampla mudança na economia, na cultura e na própria maneira de os homens se relacionarem entre si e com a natureza. Essas idéias têm sido defendidas em alguns países pelos chamados "Partidos Verdes", cujo crescimento eleitoral, especialmente na Alemanha e na França, tem sido notável.
                 Pelo que foi dito acima, podemos perceber que dificilmente uma outra palavra terá uma expansão tão grande no seu uso social quanto a palavra Ecologia. Em pouco mais de um século, ela saiu do campo restrito da Biologia, penetrou no espaço das ciências sociais, passou a denominar um amplo movimento social organizado em torno da questão da proteção ambiental e chegou, por fim, a ser usada para designar toda uma nova corrente política. A rapidez dessa evolução gerou uma razoável confusão aos olhos do grande público, que vê discursos de natureza bastante diversa serem formulados em nome da mesma palavra Ecologia. Que relação pode haver, por exemplo, entre um deputado "verde" na Alemanha, propondo coisas como a liberação sexual e a democratização dos meios de comunicação, e um conservador biólogo americano que se dedica a escrever um trabalho sobre o papel das bactérias na fixação do nitrogênio? Tanto um como o outro, entretanto, se dizem inseridos no campo da Ecologia. A chave para não nos confundirmos diante desse fato está justamente na percepção do amplo universo em que se movimenta o uso da palavra Ecologia.
                                 (LAGO, Antonio & PÁDUA, José Augusto, O que é Ecologia, 8. ed. São Paulo: Brasiliense, 1989)

01. Com relação à construção do texto, é correto afirmar que:
 a) o primeiro parágrafo introduz o assunto, apresentando-o em linhas gerais;
b) o segundo parágrafo retoma, cronologicamente, cada um dos temas apenas mencionados no
primeiro parágrafo;
c) o fato de as áreas da preocupação ecológica aparecerem citadas no primeiro parágrafo serve como argumento para afirmação de que o campo da Ecologia é um bloco homogêneo e compacto;
d) ele não está construído logicamente, não sendo possível o leitor reconstruir esquematicamente o
caminho seguido pelos autores;
e) n.d.a.

 02. Dentre as afirmativas a seguir, que versam sobre o uso de alguns elementos coesivos do primeiro
parágrafo do texto, é incorreto afirmar que:
a) "ele" e "seu" (linhas 2 e 3) remetem a "pensamento ecológico";
b) "nele" (linha 4) e "seu" (linha 5) se relacionam a "campo da Ecologia" e "bloco homogêneo",
respectivamente;
c) "As duas primeiras" (linha 9) se relaciona a "Ecologia Natural" e "Ecologia Social";
d) "as duas últimas" (linha 9) faz remissividade a "Conservadorismo" e "Ecologismo";
e) "Essas áreas" (linha 10) remete a "Ecologia Natural", "Ecologia Social", "Conservadorismo" e
"Ecologismo".

 03. Com relação aos elementos intratextuais abaixo destacados, é correto afirmar que:
 a) "Essas idéias (linha 35) faz remissividade a todo o exposto no período imediatamente anterior;
b) "acima" (linha 38) remete a todo o exposto anteriormente no texto, ou seja, a todo o exposto nos
dois primeiros parágrafos;
c) "Tanto um como o outro" (linha 48) deve ser preenchido com os termos "deputado verde" e
"conservador verde";
d) "Ela" (linha 24) é um pronome pessoal do caso reto que deve ser lido como "Conservadorismo";
e) Todas as alternativas estão corretas.

 04. Com relação aos conectivos conjuntivos abaixo destacados, é incorreto afirmar que:
 a) o "porque" (linha 4) introduz uma oração que estabelece uma relação de causa com a oração "Não
é homogêneo";
b) o "Para" (linha 1) inicia uma oração que estabelece uma relação de finalidade com aquela a que se
subordina;
c) o "portanto" (linha 22) faz a oração em que está constituir-se uma conclusão ao exposto no período
anterior;
d) o "apesar de" (linha 16) introduz uma oração que estabelece uma relação de concessão com a
principal do período em que está;
e) o "mas" (linha 33) está interposto entre orações de sentidos contraditórios, introduzindo, portanto,
uma oração adversativa.

 05. Certos elementos linguísticos contribuem para deixar pressupostos certas informações. Assim  sendo, é correto afirmar que:
 a) "nem sempre" (linha 10-11) permite deduzir que, embora muitos não percebam os limites entre as
áreas do pensamento ecológico, há quem as conheça e perceba;
b) "apenas" (linha 34) deixa entrever que, para a atual crise ecológica possa ser resolvida, deverão ser
tomadas medidas outras, que não só as de conservação ambiental;
c) "especialmente" (linha 36) deixa pressupor que o crescimento eleitoral dos Partidos "Verdes" tem
ocorrido em outros países, além de na França e Alemanha;
d) "principalmente" (linha 16) permite concluir que a Ecologia Natural tem uma ligação íntima com a
Biologia e com outras ciências;
e) todas são corretas.

Texto II-   "Além de parecer não ter rotação, a Terra parece também estar imóvel no meio dos céus. Ptolomeu dá argumentos astronômicos para tentar mostrar isso. Para entender esses argumentos, é necessário lembrar que, na Antiguidade, imagina-se que todas as estrelas (mas não os planetas) estavam distribuídas sobre uma superfície esférica, cujo raio não parece ser muito superior à distância da Terra aos planetas. Suponhamos agora que a Terra esteja no centro da esfera das estrelas. Neste caso, o céu visível à noite deve abranger, de cada vez, exatamente a metade da esfera das estrelas. E assim parece realmente ocorrer: em qualquer noite, de horizonte a horizonte, é possível contemplar, a cada instante, a metade do zodíaco. Se, no entanto, a Terra estivesse longe do centro da esfera estelar, então o campo de visão à
noite não seria, em geral, a metade da esfera: algumas vezes poderíamos ver mais da metade, outras vezes poderíamos ver menos da metade do zodíaco, de horizonte a horizonte. Portanto, a evidência astronômica parece indicar que a Terra está no centro da esfera de estrelas. E se ela está sempre nesse centro, ela não se move em relação às estrelas."
(Roberto de A. Martins, Introdução geral ao Commentarius de Nicolau Copérnico)
    
Os termos além de, no entanto, então, portanto estabelecem no texto relações, respectivamente de:



a) distanciamento - objeção - tempo - efeito
b) adição - objeção - tempo - conclusão
c) distanciamento - consequência - conclusão - efeito
d) distanciamento - oposição - tempo - consequência
e) adição - oposição - consequência - conclusão
 



Texto III  "As palavras, paralelamente, iam ficando sem vida.   
Já a oração era morna, depois fria, depois inconsciente..."
(Machado de Assis, Entre santos)

 "Nas feiras, praças e esquinas do Nordeste, costuma-se ferir a madeira com o que houver à mão: gilete, canivete ou prego. Já nos ateliês sediados entre Salvador e o Chui, artistas cultivados preferem a sutileza da goiva ou do buril." (Veja, 17/08/94, p. 122)

 "Ele só se movimenta correndo e perdeu o direito de brincar sozinho na rua onde mora - por diversas vezes já atravessou-a com sinal fechado para pedestres, desviando-se de motoristas apavorados." (Veja, 24/08/94, p. 60)




Nos textos acima, o termo já exprime, respectivamente, a idéia de:
a) tempo, causalidade, intensificação
b) oposição, espaço, tempo

 
c) tempo, oposição, intensificação
d) intensificação, oposição, tempo
e) tempo, espaço, tempo
 



 Texto IV  "É comum, no Brasil, a prática de tortura contra presos. A tortura é imoral e constitui crime.
Embora não exista ainda na leis penais a definição do 'crime de tortura', torturar um preso ou detido é abuso de autoridade somado à agressão e lesões corporais, podendo qualificar-se como homicídio, quando a vítima da tortura vem a morrer. Como tem sido denunciado com grande frequência, policiais incompetentes, incapazes de realizar uma investigação séria, usam a tortura para obrigar o preso a confessar um crime. Além de ser um procedimento covarde, que ofende a dignidade humana, essa prática é legalmente condenada. A confissão obtida mediante tortura não tem valor legal e o torturador comete crime, ficando sujeito a severas punições."
(Dalmo de Abreu Dallan)

Texto V- "Acho que não pode haver discriminação racial e religiosa de espécie alguma. O direito de um termina quando começa o do outro. Em todas as raças, todas as categorias, existe sempre gente boa e gente má. No caso particular dessa música, não posso julgar, porque nem conheço o Tiririca. Como posso saber se o que passou na cabeça dele era mesmo ofender os negros? Eu, Carmen Mayrink Veiga, não tenho idéia. Mas o que posso dizer é que se os negros acharam que a música é uma ofensa, eles devem estar com toda razão." (Revista Veja)

a) A argumentação, desenvolvida por meio de clichês, subtende um distanciamento entre o eu /
enunciador e o ele / negros.
b) A argumentação revela um senso crítico e reflexivo, uma mente que sofre com os preconceitos e,
principalmente, com a própria impotência diante deles.
c) A argumentação, partindo de visões inusitadas, mas abalizadas na realidade cotidiana, aponta para a total solidariedade com os negros e oprimidos.
d) O discurso, altamente assumido pelo enunciador, a ponto de autocitar-se sem pejo, ataca
rebeldemente a hipocrisia social, que mascara os preconceitos.
e) Impossível conceber, como desse mesmo enunciador, essa frase: "Sempre trabalhei como uma
negra", publicada semanas antes na mesma revista.



 Texto VI
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSrKfa0-7bFfYA2QT9h7FmPrqmF8c9B_JT_cWQD_00Z7nbqrdOHb-HDBVFd_4yih2wR3CTPG3DBFntIlr3sk16cr4M0eaW6h5lgFpbGbx6hsAq7Uktzw4GTBUhfBArcaTWBjZbbvTDdv6c/s320/Cartum6.gif
Tema: "A ameaça da violência na realidade brasileira."

A charge, apresentada como motivação, é um trabalho do cartunista Mauricio Pestana, seu endereço na internet é
http://www.mauriciopestana.com.br/.


 
 
 
 
 
 
Texto VII
Minha Alma (A Paz Que Eu Nao Quero)
O Rappa -Composição: Marcelo Yuka

A minha alma tá armada e apontada
Para cara do sossego!
(Sêgo! Sêgo! Sêgo! Sêgo!)
Pois paz sem voz, paz sem voz
Não é paz, é medo!
(Medo! Medo! Medo! Medo!)

As vezes eu falo com a vida,
As vezes é ela quem diz:
"Qual a paz que eu não quero conservar,
Prá tentar ser feliz?"

As grades do condomínio
São prá trazer proteção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que tá nessa prisão

Me abrace e me dê um beijo,
Faça um filho comigo!
Mas não me deixe sentar na poltrona
No dia de domingo, domingo!

Procurando novas drogas de aluguel
Neste vídeo coagido...
É pela paz que eu não quero seguir admitido

É pela paz que eu não quero seguir
É pela paz que eu não quero seguir
É pela paz que eu não quero seguir admitido




 Texto VIII - O telefone no corredor - MARTHA MEDEIROS    (Publicado em “ZERO HORA - 09/06/2013”)

                Dos seis aos 11 anos, morei num apartamento onde havia um único telefone, localizado em um nicho da parede do corredor. Ele era preto, e o nicho era alto, eu não conseguia discar sozinha sem a ajuda de um adulto, mas isso não chegava a ser um grande problema porque naquela idade eu não fazia nem recebia tantas ligações assim pra falar a verdade, quase nenhuma.
                Até aqui, nesse primeiro parágrafo, já devo ter deixado alguns adolescentes perplexos. Um único telefone na casa? Para uso coletivo? Preso a uma parede? E você não recebia muitas ligações? Coitada, deve ter sido megatraumático!
                Depois dos 11 anos, mudei para outro apartamento com a família. Também só havia um telefone, no corredor, preso à parede por um fio, porém ao menos este ficava em cima de uma mesinha baixa. O problema é que vivi nesse apartamento até os 24 anos, ou seja, uma época em que eu recebia um número significativo de ligações das amigas, de namorados, de colegas de trabalho. Tudo era discutido no corredor, para quem quisesse ouvir. Uma lavanderia.
                É bem verdade que, por volta dos 20, meus pais trouxeram do Exterior um aparelho de telefone sem fio, o que já facilitou bastante a vida de todos, era o primeiro passo rumo à privacidade, mas só funcionava dentro de casa – na rua, não pegava. Antes disso, repito: era um único telefone para a família toda. Sem subterfúgios: não havia torpedos, e-mails, nenhum outro jeito de se comunicar com o mundo que não fosse pelo telefone, aquele, o do corredor.
                Bom, ninguém impedia que cartas fossem escritas. O correio era bem ágil naquela época.
                Na prática, funcionava desse modo: trimmmmm. Alguém atendia. E depois se ouvia um grito: “Martha, é pra ti, um tal de Breno”!
                “Um tal de” revelava que quem tinha atendido estava fingindo não dar importância ao fato de que, sendo um homem do outro lado da linha, havia esperança: talvez eu desencalhasse. O grito no corredor entregava que eu estava em casa, só que eu não queria falar com o tal Breno, ao menos não na frente do pai, da mãe, do irmão e da empregada.
                “Alô”. Enquanto eu dizia alô, todos evaporavam ao redor, muito educados. Seria perfeito se vivêssemos num castelo com 23 quartos e oito salas, o que não era o caso. “Não, não posso ir ao cinema no sábado, é aniversário da minha avó”.
                “Martha, tua avó só faz aniversário em dezembro!!” Essa era minha mãe, que jurava de pés juntos que não escutava nada, nadinha.
                “Não, Breno, na outra semana também não vai dar, tenho prova todos os dias no colégio”.
                “Vai ficar pra tia, depois não diz que não avisei!” Essa era a empregada.
                Nem sempre dava tempo de tapar o bocal do telefone com a mão, para a criatura do outro lado não ouvir os comentários da torcida.
                “Se não vai sair com esse pateta, desliga de uma vez que estou esperando o Ayrton ligar para confirmar o jogo”. Esse era meu irmão saindo do banheiro.
                “Não, Breno, imagina. Pateta é o nome do cachorro aqui de casa”.
                Crianças, vocês não imaginam como era divertido viver na idade da pedra. 
 
 
 
Texto IX -


CONSTRUÇÃO
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague

Chico Buarque


 

Texto X  -  As mãos de Ediene – Fritz Utzeri – ( J.B, Caderno B, 02/12/99)

            Ediene tem 16 anos, rosto redondo, trigueiro, índio e bonito das meninas do sertão

nordestino. Vaidosa, põe anéis nos dedos e pinta os lábios com batom. Mas Ediene é

diferente. Jamais abraçará, não namorará de mãos dadas e, se tiver filhos, não os aconchegará

em seus braços para dar-lhes o calor e o alimento dos seios de mãe. A razão é simples. Ediene

não tem braços.

            Ela os perdeu numa maromba, máquina do século passado, com dois cilindros de metal

que amassam barro para fazer telhas e tijolos numa olaria. Os dedos que enche de anéis são os

dos pés, com os quais escreve, desenha e passa batom nos lábios. Ediene, ainda menina,

trabalhava na máquina infernal, quando se distraiu e seus braços voltaram ao barro. .Ela é

uma das centenas de crianças mutiladas, todos os anos, trabalhando como gente grande em

troca de minguados cobres, indispensáveis para manter a vida de famílias miseráveis em todo

o país.

            Crianças que, a partir dos três anos ajudam as famílias em canaviais, carvoarias, plantações

de sisal, garimpos e olarias, sem direito a estudo, a brincadeiras, ao convívio dos amigos;

infância para sempre roubada, para ganhar entre R$12,50 e R$50,00 POR MÊS DE

TRABALHO, COM JORNADAS DE ATÉ 14 HORAS! Quanto tempo você leva para gastar

R$12,50? O que consegue comprar com isso?

            Pense e reflita que custa UM MÊS de trabalho duro de um menino semi-escravo no

Brasil. (...)

            Até quando? Talvez fosse o caso de aproveitar a proposta da reforma do Judiciário e

adotar de vez a lei muçulmana, a Sharia. O ladrão teria a mão direita decepada. Se fosse

crime hediondo (o que rouba criança e doente ou explora trabalho infantil é ladrão hediondo),

perderia as duas mãos, esmagadas numa maromba bem azeitada. O Aurélio define, entre

outras coisas, maromba como “esperteza e malandragem”. Se todos os marombeiros e

ladrões tivessem medo de perder as mãos numa maromba, talvez Ediene não fosse obrigada a

escrever com os pés, pudesse carregar seu filho e acariciá-lo, feliz, com o carinho que só as

mães sabem dar.

 

  Texto XI- Monte Parnaso


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

O monte Parnaso ou Parnasso (em grego: ΄Ορος Παρνασσός, transl. Óros Parnassós) é uma montanha de pedra caliça situada no centro da Grécia, cujo cume está a 2 457 metros de altitude, sobre a antiga cidade de Delfos (Δελφοί), a norte do golfo de Corinto. É um dos parques nacionais da Grécia. Segundo a antiga mitologia grega, era uma das residências do deus Apolo e de suas nove musas.

Oferece uma espectacular vista panorâmica dos seus arredores, cheios de olivais, dominando a região oriental da Stereá Elláda (literalmente, a "Grécia sólida", "firme"). As vertentes estão cobertas de abetos cefalónios que enchem de colorido no Verão os prados silvestres. São muito comuns os abutres e a águia-real, tal como os lobos que descem dos montes Pindo no Inverno.

As localidades mais próximas são a de Delfos (Δελφοί, hoje em ruínas) e Aráchova (Αράχωβα), famosa pelos seus vinhos, queijos e tapeçarias de de ovelha. O cume mais alto é o pico Liákoura, lugar de encontro para alpinistas. Há uma estância de esqui chamada Fterólaka a 26 km de Aráchova.

 

Texto XII -  Chico Buarque de Holanda :Músico, dramaturgo e escritor brasileiro

Biografia de Chico Buarque de Holanda:

Chico Buarque de Holanda (1944-) é músico, dramaturgo e escritor brasileiro. Revelou-se ao público quando ganhou com a música "A Banda", interpretada por Nara Leão, o primeiro Festival de Música Popular Brasileira. Chico logo conquistou reconhecimento de críticos e público. Fez parceria com compositores e interpretes de grande destaque, entre eles, Vinícios de Morais, Tom Jobim, Toquinho, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Edu Lobo e Francis Hime. Teve várias músicas censuradas e ameaçado pelo regime militar, se exilou na Itália em 1969. Suas canções denunciavam aspectos sociais e culturais da época. Sua volta ao Brasil em 1970, foi comemorada com manifestações de amigos e admiradores. Chico foi casado com a atriz Marieta Severo, com quem teve três filhas, Silvia, Helena e Luíza. Seus últimos romances publicados foram: Estorvo (1991), Benjamim (1995), Budapeste (2003) e Leite Derramado (2009).

Francisco Buarque de Holanda (1944-) mais conhecido como Chico Buarque de Holanda, nasceu no Rio de janeiro, é filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda e da pianista Maria Amélia Cesário Alvim. Em 1946 a família muda-se para São Paulo, onde seu pai é nomeado diretor do Museu do Ipiranga. Em 1953, Chico e a família vão morar na Itália, onde Sérgio Buarque vai dar aulas na Universidade de Roma. De volta a São Paulo, Chico já mostrando interesse pela música, compõe "Umas Operetas" que cantava com as irmãs. A música fazia parte do seu dia a dia, ouvia músicas de Noel Rosas e Ataúlfo Alves. Recebeu grande influência musical de João Gilberto.

Em 1963 Chico Buarque ingressa no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde participa de movimentos estudantis. Nesse mesmo ano participa do musical Balanço do Orfeu com a música "Tem mais Samba", que segundo ele, foi o ponto de partida para sua carreira. Participa também do show Primeira Audição, no Colégio Rio Branco, com a "Marcha Para um Dia de Sol".

Chico Buarque apresenta-se, em 1964, no programa Fino da Bossa, comandado pela cantora Elis Regina. Chico logo conquistou o reconhecimento do público. No ano seguinte lança seu primeiro disco compacto com as músicas "Pedro Pedreiro" e "Sonho de um Carnaval". Faz também as músicas para o poema "Morte e Vida Severina" de João Cabral de Melo Neto, que ao ser apresentada no IV Festival de Teatro Universitário de Nancy, na França, ganha o prêmio de crítica e público.

Em 1966 sua música "A Banda", cantada por Nara Leão, vence o Festival de Música Popular Brasileira". Nesse mesmo ano sai o seu primeiro LP "Chico Buarque de Holanda". Suas primeiras canções, como "Pedro pedreiro", impregnadas de preocupações sociais, foram seguidas de composições líricas como "Olê, olá", "Carolina" e "A Banda". Ainda nesse ano Chico casa-se com a atriz Marieta Severo, com quem teve três filhas, Silvia, Helena e Luíza.

Chico Buarque muda-se para o Rio de Janeiro em 1967, e lança seu segundo LP "Chico Buarque de Holanda V.2". Nesse mesmo ano escreve a peça "Roda Viva". Faz parceria com Tom Jobim e vencem com a música "Sabiá", o Festival Internacional da Canção, em 1968.

Em 1969 Chico participa da passeata dos cem mil, contra a repressão do regime militar. Nesse mesmo ano vai exilado para a Itália, só retornando em 1970. Na Itália assina um contrato com a gravadora Philips, para produção de mais um disco. Sua música "Apesar de Você" vende cerca de 100 mil cópias, mas é censurada e recolhida das lojas.

Depois do show no Teatro Castro Alves em 1972, com Caetano Veloso e o do Canecão, com Maria Betânia, em 1975, Chico passa um longo período sem se apresentar, mas continua produzindo. Escreve a peça Gota d'água, em parceria com Paulo Pontes, o que lhe valeu o prêmio Molière. Escreve a música "Vai trabalhar vagabundo", para o filme do mesmo nome e a música "O que será", escrita para o filme "Dona flor e seus dois maridos".

Em 2005 Chico lança a série "Chico Buarque Especial", caixas com três dvds, organizados por temas, onde Chico fala de sua trajetória.

No dia 05 de novembro de 2011, Chico iniciou sua nova turnê nacional, no Palácio das Arte em Belo Horizonte.

 

Texto XIII-     SANGUE DA AVÓ MANCHANDO A ALCATIFA (Mia Couto)
                Siga-se o improvérbio dá-se o braço e logo querem a mão. Afinal, quem tudo perde, tudo quer. Contarei o episódio evitando juntar o inutil ao desagradável. Veremos, no final sem contas, que o ultimo a melhorar é aquele que ri. Mandaram vir para Maputo a avó Carolina. Razões de guerra. A velha mantinha magras sobrevivências lá, no interior, em terra mais frequentada por balas que por chuva. Além disso, a avó estava bastante cheia de idade. Carolina merecia as penas. A vovó chegou e logo se admirou dos luxos da familia. Alcatifas, mármores, carros, uisques tudo abundava.
                Nos principios, ela muito se orgulhou daquelas riquezas. A Independencia, afinal, não tinha sido para o povo viver bem? Mas depois, a velha se foi duvidando. Afinal, de onde vinham tantas vaidades? E porque razão os tesouros desta vida não se distribuem pelos todos? Carolina, calada em si, não desistia de se perguntar.
                Parecia demorar-se em estado de domingo. Mas, por dentro, os mistérios lhe davam serviço. Na aldeia, a velha muito elogiara a militancia dos filhos citadinos, comentando os seus sacrificios pela causa do povo. Em sua boca, a familia era bandeira hasteada bem no alto, onde nem poeira pode trazer mancha. Mas agora ela se inquietava olhando aquela casa empanturrada de luxos. A filha vinha da loja com sacos cheios, abarrotados.
                - Este abastecimento não é tão demais?
                - Cala vovó. Vai lá ver televisão.
                Sentavam a avó frente ao aparelho e ela ficava prisioneira das Luzes. Apoiada numa velha bengala, adormecia no sofá. E ali lhe deixavam. Mais noite, ela despertava e luscofuscava seus pequenos olhos pela sala. Filhos e netos se fechavam numa roda, assistindo video. Quase lhe vinha um sentimento doce, a memória da fogueira arredondando os corações. E lhe subia uma vontade de contar estórias. Mas ninguém lhe escutava. Os miudos enchiam as orelhas de auscultadores. O genro, de óculos escuros, se despropositava, ressonante. A filha tratava-se com pomadas, em homenagem aos gala-galas(*) [* lagarto de cabeça azul]. A avó regressava à sua ilha, recordando a aldeia. Lá, no incendio da guerra, tudo se perdera. Ficaram
sofrimentos, cinzas, nadas.
                - Essas coisas todas, meu genro, de onde vêm?
                - São horas extraordinárias.
                Devia ser horas muito extraordinárias, avaliava a avó. Cansada de tanta coisa que não podia explicar, ela pediu para regressar. Voltava para o lugar onde pertencia, vizinha da ausência. Então, os filhos lhe ofereceram roupas bonitas, sapatos de muito tacão e até um par de óculos para corrigir as atenções da idosa senhora. Carolina cedeu à tentação. Bonitou-se. Pela primeira vez saiu a ver a cidade.
                - Nunca atravesse nenhuma rua. Você não tem idade para pedestrar.
                Não chegou de atravessar. Logo no passeio, ela viu os meninos farrapudos, a miséria mendigando. Quantas mãos se lhe estenderiam, acreditando que ela fosse proprietária de fundos bolsos? A avó sentou-se na esquina, tirou os óculos, esfregou os olhos.
                Chorava? Ou sentia apenas lágrimas faciais, por causa das indevidas lentes? Regressada a casa, ela despiu as roupas, atirou no chão os enfeites. Da mala de cartão retirou as consagradas capulanas, cobriu o cabelo com o lenço estampado. E juntou-se à sala, inexistindo, entre o parentesis dos parentes. Nessa noite, a televisão transmitia uma reportagem sobre a guerra. Mostravam-se bandidos armados, suas medonhas acções. De subito, sem que ninguém pudesse evitar, a velha atirou sua pesada bengala de encontro ao aparelho de televisão. O ecran se estilhaçou, os vidros tintilaram na alcatifa. Os bandidos se desligaram, ficou um fumo rectangular.
                - Matei-lhes, satanhocos gritou a avó.
                Primeiro todos se estupefactaram. Os meninos até choraram, assustados. O genro reabilitou-se aos custos. Soprando raivas, ergueu-se em gesto de ameaça. Mas a avó, apanhando a bengala, avisou o homem:
                - Tu cala-te. Não sentes vergonha? Há bandidos a passear aqui na tua sala e tu não fazes nada.
                Incrustada em espanto, a familia encarava a anciã. Carolina monumentara-se, acrescida de muitos tamanhos. Então, atravessou a sala, vassourou os estragos, meteu os vidrinhos num saco de plástico.
                - Estão aqui todos disse.
                E entregou o saco ao genro. Do plástico pingavam gotas de sangue. O genro espreitou as próprias mãos. Não, ele não se tinha cortado. Era sangue da avó, gotas antiquissimas. Tombaram no tapete, em vermelha acusação. Na manhã seguinte, a avó despachou o seu regresso. Voltou à sua terra, nem dela se soube mais. Na cidade, a familia se recompos sem demora. Compraram um novo aparelho de televisão, até que o anterior já nem era compativel. De vez em quando recordavam a avó e todos se riam por unanimidade e aclamação. Festejavam a insanidade da velha. Coitada da avó. No entanto, ainda hoje uma mancha vermelha persiste na alcatifa. Tentaram lavar desconseguiram. Tentaram tirar os tapetes impossível. A mancha colara-se ao soalho com tal sofreguidão que só mesmo arrancando o chão. Chamaram o parecer do feiticeiro. O homem consultou o lugar, recolheu sombras. Enfim, se pronunciou. Disse que aquele sangue não terminava, crescia com os tempos, transitando de gota para o rio, de rio para oceano. Aquela mancha não podia, afinal, resultar de pessoa única.
                Era sangue da terra, soberano e irrevogável como a própria vida.

 

Texto XIV

UM ARRISCADO ESPORTE NACIONAL

                Os leigos sempre se medicaram por conta própria, já que de médico e louco todos temos um pouco, mas esse problema jamais adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como atualmente. Qualquer farmácia conta hoje com um arsenal de armas de guerra para combater doenças de fazer inveja à própria indústria de material bélico nacional. Cerca de 40% das vendas realizadas pelas farmácias nas metrópoles brasileiras destinam-se a pessoas que se automedicam. A indústria farmacêutica de menor porte e importância retira 80% de seu faturamento da venda “livre” de seus produtos, isto é, das vendas realizadas sem receita médica.
                Diante desse quadro, o médico tem o dever de alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio, sem que necessariamente faça junto com essas advertências uma sugestão para que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais em consultas médicas. Acredito que a maioria das pessoas se automedica por sugestão de amigos, leitura, fascinação pelo mundo maravilhoso das drogas “novas” ou simplesmente para tentar manter a juventude. Qualquer que seja a causa, os resultados podem ser danosos.
                É comum, por exemplo, que um simples resfriado ou uma gripe banal leve um brasileiro a ingerir doses insuficientes ou inadequadas de antibióticos fortíssimos, reservados para infecções graves e com indicação precisa. Quem age assim está ensinando bactérias a se tornarem resistentes a antibióticos. Um dia, quando realmente precisar de remédio, este não funcionará. E quem não conhece aquele tipo de gripado que chega a uma farmácia e pede ao rapaz do balcão que lhe aplique uma “bomba” na veia, para cortar a gripe pela raiz? Com isso, poderá receber na corrente sangüínea soluções de glicose, cálcio, vitamina C, produtos aromáticos tudo sem saber dos riscos que corre pela entrada súbita destes produtos na sua circulação. (Dr. Geraldo Medeiros -Veja - 1995)

1) Sobre o título dado ao texto - um arriscado esporte nacional -, a única afirmação correta é:
a) mostra que a automedicação é tratada como um esporte sem riscos.
b) indica quais são os riscos enfrentados por aqueles que se automedicam.
c) denuncia que a atividade esportiva favorece a automedicação;
d) condena a pouca seriedade daqueles que consomem remédio por conta própria.
e) assinala que o principal motivo da automedicação é a tentativa de manter-se a juventude. 

2) Os leigos sempre se medicaram por conta própria,... Esta frase inicial do texto só NÃO equivale semanticamente a:
a) Os leigos, por conta própria, sempre se medicaram.
b) Por conta própria os leigos sempre se medicaram.
c) Os leigos se medicaram sempre por conta própria
d) Sempre se medicaram os leigos por conta própria.
e) Sempre os leigos, por conta própria, se medicaram.

3) O motivo que levou o Dr. Geraldo Medeiros a abordar o tema da automedicação, segundo o que declara no primeiro parágrafo do texto, foi:
a) a tradição que sempre tiveram os brasileiros de automedicar-se.
b) os lucros imensos obtidos pela indústria farmacêutica com a venda “livre” de remédios.
c) a maior gravidade atingida hoje pelo hábito brasileiro da automedicação.
d) a preocupação com o elevado número de óbitos decorrente da automedicação.
e) aumentar o lucro dos médicos, incentivando as consultas.

Texto XV  -  Teatro da desordem

            A violência é o termômetro da ordem na sociedade. Países com Estado organizado e população com boas condições de vida não têm motivo para apresentar altos índices de criminalidade. Aqueles que, no entanto, ao construir sua história esqueceram no caminho o real significado de “democracia” e “Estado” sofrem hoje as conseqüências. E é nesse grupo que o Brasil se encaixa. A função do Estado é prover aos cidadãos as condições para viver de forma digna.
            Hobbes afirmava que é em troca dessa ordem e segurança que o homem entrega sua liberdade a uma “assembléia de homens”. No entanto, hoje, no Brasil, o Estado não apenas não desempenha sua função corretamente como também afirma que todo cidadão é livre, ignorando o fato de que temos liberdade de “ir” sem nunca ter certeza de que estaremos vivos para “vir”.
            Esse Estado desorganizado abre espaço para o crime organizado uma vez que os acertos deste dependem dos erros daquele. E o Estado não pára de errar: governa em favor dos interesses das elites, se esquece dos direitos dos cidadãos – mas nunca dos deveres – e, para completar o retrato da desordem, semeia a impunidade. Junta-se tudo e tem-se a fórmula de como fadar um país ao eterno subdesenvolvimento.
            Em um país subdesenvolvido como o Brasil, com um Estado ausente e distante, o povo é apenas espectador de sua história, nunca protagonista. Mas “tudo bem”, antes de as cortinas fecharem vem o “final feliz”: o Brasil vai ser hexacampeão. E a realidade vai continuar assim, sempre igual.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

INICIANDO OS TRABALHOS DO SEGUNDO SEMESTRE...

Já estão separados na biblioteca da escola, seis títulos para que vocês escolham o livro que vão ler este bimestre. São eles: